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	<title>Arquivos Jurídico - Csk Advogados</title>
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	<title>Arquivos Jurídico - Csk Advogados</title>
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	<item>
		<title>Fim da Escala 6&#215;1: o que muda na prática para as empresas?</title>
		<link>https://cskadvogados.com.br/fim-da-escala-6x1-o-que-muda-na-pratica-para-as-empresas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Jun 2026 13:45:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito]]></category>
		<category><![CDATA[Jurídico]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A PEC que prevê o fim da escala 6&#215;1 e a redução da jornada semanal de trabalho foi aprovada pela Câmara dos Deputados. O texto, no entanto, ainda depende da aprovação do Senado para entrar em vigor. Enquanto o processo legislativo avança, as empresas que operam com escalas intensivas de trabalho precisam entender o que&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">A PEC que prevê o fim da escala 6&#215;1 e a redução da jornada semanal de trabalho foi aprovada pela Câmara dos Deputados. O texto, no entanto, ainda depende da aprovação do Senado para entrar em vigor. Enquanto o processo legislativo avança, as empresas que operam com escalas intensivas de trabalho precisam entender o que está sendo proposto &#8211; e começar a mapear os impactos antes que a mudança se torne obrigatória.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>O que a PEC prevê?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O texto aprovado pela Câmara estabelece as seguintes alterações na jornada de trabalho:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Jornada máxima de 40 horas semanais;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Limite de 8 horas de trabalho por dia;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Garantia de duas folgas remuneradas por semana, sendo uma delas preferencialmente aos domingos;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Possibilidade de compensação de jornada e ajustes por meio de acordo ou convenção coletiva.</span></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Quando as mudanças entrariam em vigor?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Caso a PEC seja aprovada pelo Senado e promulgada como Emenda Constitucional, as novas regras entrarão em vigor após 60 dias. A partir daí, as empresas terão um período de adaptação de até 14 meses para implementar integralmente a redução da jornada semanal.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>A transição ocorrerá em duas etapas:</b></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">1ª etapa: redução de 2 horas semanais em até 2 meses após a promulgação;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">2ª etapa: redução total de 4 horas semanais em até 12 meses após a primeira etapa.</span></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Quais os impactos operacionais e jurídicos para as empresas?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A eventual aprovação da PEC vai exigir uma revisão estruturada das práticas trabalhistas em empresas que operam com escalas de trabalho, especialmente nos setores de varejo, saúde, alimentação, logística e serviços. Os principais pontos de atenção são:</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Revisão das escalas de trabalho e controles de jornada;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Redimensionamento de equipes para manter a operação dentro dos novos limites;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Reavaliação de custos operacionais e impacto na folha de pagamento;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Renegociação de acordos e convenções coletivas vigentes;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Adequação dos sistemas de controle de ponto e banco de horas.</span></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Atenção: acordos coletivos podem perder validade automaticamente</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um ponto relevante que merece destaque: após 60 dias da promulgação, acordos e convenções coletivas incompatíveis com as novas regras constitucionais perderão automaticamente sua validade. Isso significa que as empresas não poderão simplesmente manter os acordos existentes &#8211; será necessário iniciar novas negociações com os sindicatos representativos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse aspecto é especialmente crítico para setores que utilizam escalas específicas por força de convenções coletivas, como saúde, segurança privada e alimentação. A antecipação das negociações pode ser determinante para evitar litígios trabalhistas.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Quem não será alcançado pelas novas regras?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O texto aprovado prevê uma exceção relevante: profissionais com diploma de nível superior e remuneração igual ou superior a 2,5 vezes o teto do INSS &#8211; atualmente em torno de R$ 20.000 mensais &#8211; não estariam sujeitos às regras de controle de jornada e limitação de horário previstas na proposta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para as empresas, essa exceção pode ser relevante no planejamento de estruturação de cargos e remunerações, especialmente em posições técnicas ou de gestão com maior grau de autonomia.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>O que fazer agora?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nenhuma mudança está em vigor neste momento. A PEC ainda tramita no Senado, e o cenário pode se alterar durante o processo legislativo. Mesmo assim, o período de tramitação é o momento mais estratégico para agir:</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Mapear as escalas e contratos de trabalho vigentes na empresa;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Identificar quais acordos coletivos precisarão ser renegociados em caso de aprovação;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Estimar o impacto financeiro das novas regras nos diferentes cenários possíveis;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Estruturar um plano de adequação para os dois períodos de transição previstos.</span></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Agir antes da promulgação &#8211; e não depois &#8211; é o que diferencia uma adaptação planejada de uma crise operacional.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Precisa de assessoria jurídica trabalhista?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A equipe do CSK Advogados está à disposição para orientar sua empresa na análise de impactos e no planejamento de adequação.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Nathalia Vanzelli e Bianca Regattieri</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Advogadas | Equipe Trabalhista</span></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Taxa de processamento em ingressos online: MP-RJ reconhece validade da cobrança</title>
		<link>https://cskadvogados.com.br/taxa-de-processamento-em-ingressos-online-mp-rj-reconhece-validade-da-cobranca/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 10 May 2026 23:05:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Jurídico]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A cobrança de taxa de processamento na compra de ingressos online é prática legítima &#8211; desde que atendidas certas condições. Essa foi a conclusão do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro ao analisar uma reclamação de consumidor que questionava a cobrança automática do valor em uma plataforma de venda de eventos. O caso&#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">A cobrança de taxa de processamento na compra de ingressos online é prática legítima &#8211; desde que atendidas certas condições. Essa foi a conclusão do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro ao analisar uma reclamação de consumidor que questionava a cobrança automática do valor em uma plataforma de venda de eventos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O caso resultou no arquivamento do procedimento após atuação técnica da equipe de Direito do Consumidor da CSK Advogados. Entender o que foi decidido &#8211; e por quê &#8211; é essencial para empresas que operam plataformas de e-commerce, ingressos ou qualquer ambiente de pagamento online.</span></p>
<h2><b>O que foi questionado</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Um consumidor apresentou reclamação ao MP-RJ alegando que a taxa de processamento cobrada pela plataforma era abusiva por dois motivos: seria obrigatória (sem alternativa para o consumidor) e não corresponderia a nenhum serviço efetivamente prestado ao comprador.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Trata-se de questionamento recorrente no setor &#8211; e que, se não respondido com precisão técnica, pode gerar autuações, processos administrativos e ações judiciais.</span></p>
<h2><b>O que o MP-RJ analisou</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A análise do caso levou em conta quatro elementos centrais:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">A taxa estava vinculada ao meio de pagamento &#8211; cartão de crédito ou débito &#8211; e era zerada para pagamentos via Pix;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">O valor cobrado tinha justificativa objetiva: custo da cadeia de pagamentos (operadoras, bandeiras de cartão, sistemas antifraude);</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Todas as informações sobre a taxa eram exibidas de forma clara antes da finalização da compra;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">A legislação brasileira vigente permite diferenciação de preços conforme o meio de pagamento utilizado.</span></li>
</ul>
<h2><b>O fundamento legal</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A diferenciação de preços por meio de pagamento é expressamente autorizada no Brasil. A Lei nº 13.455/2017 regulamentou a matéria para o varejo em geral, e a Resolução BCB nº 1/2020 consolidou as regras de transparência no âmbito do Pix &#8211; incluindo a possibilidade de desconto para esse meio de pagamento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O ponto crítico, contudo, não está apenas na legalidade da cobrança em si &#8211; está na forma como ela é comunicada ao consumidor. A transparência prévia é o elemento que diferencia uma prática legítima de uma potencialmente abusiva.</span></p>
<h2><b>O que isso significa na prática para empresas</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Para plataformas de venda online, distribuidoras de ingressos e qualquer operação de e-commerce que trabalhe com taxas atreladas ao pagamento, o caso reforça três premissas operacionais:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Informação prévia e destacada é inegociável &#8211; a taxa deve ser visível antes da confirmação do pedido, sem letras miúdas ou passos ocultos no fluxo de compra;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">A justificativa da cobrança precisa ser sustentável &#8211; custos reais da cadeia de pagamentos são argumentos sólidos; margens embutidas sem correspondência ao serviço, não;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">A existência de alternativa gratuita (como o Pix) fortalece a defesa em eventuais questionamentos &#8211; demonstra que a taxa não é compulsória, mas vinculada a uma opção do consumidor.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Empresas que estruturam bem esses elementos têm argumentos sólidos em reclamações administrativas e processos judiciais. As que ignoram essa arquitetura de transparência ficam expostas a riscos evitáveis.</span></p>
<h2><b>Conclusão</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O arquivamento do procedimento pelo MP-RJ não foi um golpe de sorte &#8211; foi o resultado de uma defesa técnica bem estruturada, que demonstrou ao órgão fiscalizador o cumprimento das exigências legais de transparência e proporcionalidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para empresas que operam no ambiente digital, o recado é claro: a gestão de riscos consumeristas começa muito antes da autuação. Começa no desenho do produto, na arquitetura da informação e na estrutura contratual que sustenta cada cobrança.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A equipe de Direito do Consumidor Empresarial da CSK Advogados assessora empresas na estruturação de modelos de cobrança aderentes à legislação vigente e na gestão de procedimentos administrativos junto ao MP, Procon e demais órgãos de defesa do consumidor.</span></p>
<p><b>Caroline Santos e Thaís Costa Paulo</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Direito do Consumidor Empresarial  |  CSK Advogados</span></p>
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			</item>
		<item>
		<title>IN nº 2.314/2026: o que muda nas regras de compensação de créditos tributários judiciais</title>
		<link>https://cskadvogados.com.br/in-no-2-314-2026-o-que-muda-nas-regras-de-compensacao-de-creditos-tributarios-judiciais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Apr 2026 15:33:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Jurídico]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Receita Federal publicou a Instrução Normativa nº 2.314/2026, que regulamenta os limites temporais e as restrições para utilização de créditos reconhecidos judicialmente por meio do PER/DCOMP &#8211; o formulário de Pedido Eletrônico de Restituição, Ressarcimento ou Reembolso e Declaração de Compensação. A norma traz maior clareza sobre questões que vinham sendo disputadas na esfera&#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">A Receita Federal publicou a Instrução Normativa nº 2.314/2026, que regulamenta os limites temporais e as restrições para utilização de créditos reconhecidos judicialmente por meio do PER/DCOMP &#8211; o formulário de Pedido Eletrônico de Restituição, Ressarcimento ou Reembolso e Declaração de Compensação. A norma traz maior clareza sobre questões que vinham sendo disputadas na esfera administrativa e judicial, mas também amplia restrições relevantes que as empresas precisam conhecer.</span></p>
<h2><b>O que é o PER/DCOMP e por que essa regulamentação importa</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Empresas que obtêm decisões judiciais reconhecendo o pagamento indevido ou a maior de tributos federais têm o direito de compensar esses créditos com débitos tributários futuros. Esse processo é feito por meio do PER/DCOMP, transmitido eletronicamente à Receita Federal.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Até a publicação da IN nº 2.314/2026, havia incerteza sobre prazos, limites de uso e o tratamento dado a créditos considerados sem relação com as atividades da empresa. A nova norma regulamenta esses pontos &#8211; com implicações práticas importantes para o planejamento tributário.</span></p>
<h2><b>Limites mensais para uso dos créditos judiciais</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O novo artigo 101-A da IN nº 2.055/2021, inserido pela regulamentação, estabelece que a compensação de créditos reconhecidos judicialmente fica sujeita a limites máximos mensais. O valor que pode ser utilizado por mês é calculado com base no total do crédito atualizado até a data da primeira declaração de compensação, dividido pela quantidade de meses definida para a sua utilização.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A norma prevê períodos mínimos de utilização &#8211; que podem alcançar 60 meses para créditos de maior valor. O uso da expressão &#8220;no mínimo&#8221; é relevante: indica que os limites funcionam como controle de fluxo mensal, não como prazo de extinção do crédito. Ou seja, a empresa não perde o direito de compensar valores que não foram utilizados dentro do período mínimo estabelecido.</span></p>
<h2><b>O prazo de cinco anos: o que realmente mudou</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos pontos de maior impacto prático da nova regulamentação é a delimitação do prazo prescricional de cinco anos. Nos termos do §3º do artigo 101-A, esse prazo se aplica exclusivamente à transmissão da primeira declaração de compensação &#8211; contado do trânsito em julgado da decisão judicial ou da homologação da desistência da execução.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso significa que a empresa deve apresentar a primeira PER/DCOMP dentro desse prazo quinquenal. Mas, uma vez feito isso tempestivamente, o crédito poderá ser utilizado ao longo do tempo, dentro dos limites mensais previstos &#8211; sem a obrigação de esgotar o aproveitamento integral dentro de cinco anos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa interpretação afasta uma posição que vinha sendo defendida pela Administração Tributária em alguns litígios &#8211; a de que os créditos deveriam ser compensados integralmente dentro do prazo quinquenal, sob pena de perda do direito. A nova norma consolida o entendimento favorável ao contribuinte: o prazo de cinco anos é condição para o início da utilização, não limite para o aproveitamento total.</span></p>
<h2><b>Nova restrição: créditos sem relação com as atividades da empresa</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A IN nº 2.314/2026 também regulamenta uma restrição relevante: compensações cujo crédito não esteja relacionado às atividades econômicas do contribuinte serão consideradas não declaradas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na prática, isso amplia a margem de discricionariedade da Receita Federal para questionar e glosar créditos fiscais. Quando a compensação é considerada não declarada, os valores podem ser encaminhados diretamente para cobrança judicial &#8211; sem a possibilidade de discussão prévia na esfera administrativa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse ponto exige atenção redobrada das empresas que possuem créditos originados em teses tributárias abrangentes ou estruturas societárias complexas, onde a vinculação dos créditos às atividades econômicas pode ser objeto de questionamento pela autoridade fiscal.</span></p>
<h2><b>O que as empresas devem fazer agora</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Diante dessas alterações, recomendamos que as empresas adotem as seguintes medidas:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Revisar os créditos tributários reconhecidos judicialmente e identificar aqueles ainda não utilizados;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Verificar se a primeira PER/DCOMP foi apresentada &#8211; ou se ainda pode ser apresentada &#8211; dentro do prazo de cinco anos contados do trânsito em julgado;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Estruturar o cronograma de utilização dos créditos, considerando os limites mínimos mensais previstos na regulamentação;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Avaliar a vinculação dos créditos às atividades econômicas da empresa, para antecipar eventuais questionamentos da Receita Federal.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">A regulamentação traz mais previsibilidade ao aproveitamento de créditos tributários judiciais &#8211; mas também exige que as empresas revisem suas estratégias com atenção. Postergar essa análise pode gerar risco de perda de créditos ou de autuação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A equipe de Direito Tributário da CSK Advogados está à disposição para discutir os impactos da IN nº 2.314/2026 no seu caso concreto e apoiar na estruturação da estratégia de aproveitamento dos créditos fiscais.</span></p>
<p><b>Equipe de Direito Tributário | CSK Advogados</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Av. Paulista, 1499 &#8211; São Paulo/SP</span></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Mudanças Trabalhistas em 2026: o que sua empresa precisa saber agora</title>
		<link>https://cskadvogados.com.br/mudancas-trabalhistas-em-2026-o-que-sua-empresa-precisa-saber-agora/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Apr 2026 15:08:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Jurídico]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://cskadvogados.com.br/?p=19568</guid>

					<description><![CDATA[<p>O cenário trabalhista brasileiro passa por transformações relevantes em 2026. Entre novas obrigações de saúde preventiva, ampliação de licenças, decisões históricas do TST e mudanças processuais, empresas e departamentos jurídicos precisam se atualizar para evitar passivos e garantir o compliance. A seguir, analisamos as cinco principais alterações que entram em vigor este ano &#8211; e&#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><i><span style="font-weight: 400;">O cenário trabalhista brasileiro passa por transformações relevantes em 2026. Entre novas obrigações de saúde preventiva, ampliação de licenças, decisões históricas do TST e mudanças processuais, empresas e departamentos jurídicos precisam se atualizar para evitar passivos e garantir o compliance.</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A seguir, analisamos as cinco principais alterações que entram em vigor este ano &#8211; e o que cada uma delas exige na prática.</span></p>
<h2><b>1. Saúde preventiva no trabalho: nova obrigação da Lei 15.377/2026</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A Lei 15.377/2026 altera a CLT para impor ao empregador um papel ativo na saúde do trabalhador &#8211; e essa mudança vai além de simplesmente liberar o funcionário para consultas médicas.</span></p>
<h3><b>O que a lei exige</b></h3>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Informar, orientar e conscientizar os colaboradores sobre HPV e cânceres de mama, colo do útero e próstata, em linha com as recomendações do Ministério da Saúde.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Orientar os empregados sobre como acessar exames e diagnósticos preventivos.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Comunicar formalmente o direito à ausência: o inciso XII do art. 473 da CLT garante 3 dias por ano para realização de exames preventivos, considerados falta justificada mediante apresentação de comprovante.</span></li>
</ul>
<p><b>Atenção: </b><span style="font-weight: 400;">não basta tolerar a ausência. A lei exige ação proativa &#8211; informação e conscientização são obrigações do empregador, não faculdades. O descumprimento pode gerar autuações e passivos trabalhistas.</span></p>
<h2><b>2. Ampliação progressiva da licença-paternidade (Lei 15.371/2026)</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A licença-paternidade deixa de ser estática. A Lei 15.371/2026 estabelece uma ampliação gradual até 2029, com novos prazos que impactam diretamente o planejamento de RH e os acordos coletivos das empresas.</span></p>
<h3><b>Cronograma de ampliação</b></h3>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">A partir de 1º de janeiro de 2027: 10 dias</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">A partir de 1º de janeiro de 2028: 15 dias</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">A partir de 1º de janeiro de 2029: 20 dias</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">As empresas devem revisar já as políticas internas, acordos coletivos e o planejamento de substituições temporárias para se adequar ao novo calendário. Antecipar essa adaptação reduz riscos e evita conflitos na hora de aplicar os novos prazos.</span></p>
<h2><b>3. Estabilidade da gestante em contrato temporário: TST muda jurisprudência</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 23 de março de 2026, o Pleno do Tribunal Superior do Trabalho consolidou uma mudança histórica: a estabilidade provisória da gestante passa a ser válida também para contratos de trabalho temporário regidos pela Lei 6.019/1974.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A decisão supera um entendimento vigente desde 2019 e alinha o TST à tese firmada pelo STF no Tema 542 (outubro de 2023), segundo a qual o direito à maternidade e à segurança no emprego independe do regime jurídico ou da duração do vínculo.</span></p>
<h3><b>O que muda na prática</b></h3>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Empresas que contratam mão de obra temporária devem garantir a estabilidade de gestantes, mesmo que o contrato tenha prazo determinado.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">O TST votou 14 a 0 pela nova tese, consolidando o entendimento de forma robusta.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">A modulação de efeitos ainda será definida em sessão futura &#8211; ou seja, a partir de que data a regra alcança contratos e processos anteriores ainda está em aberto.</span></li>
</ul>
<p><b>Recomendação: </b><span style="font-weight: 400;">acompanhe o julgamento da modulação e revise os procedimentos de desligamento em contratos temporários enquanto a definição não é publicada.</span></p>
<h2><b>4. Tema Vinculante 46 do TST: prescrição trabalhista durante a pandemia</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O TST pacificou, por meio do Tema Vinculante 46 (março de 2026), uma questão que gerava divergências entre os Tribunais Regionais do Trabalho: a aplicação da suspensão de prazos prescricionais prevista na Lei 14.010/2020 ao Direito do Trabalho.</span></p>
<h3><b>Os principais pontos da decisão</b></h3>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">A suspensão abrange tanto a prescrição bienal (2 anos para ajuizar ação após o fim do contrato) quanto a quinquenal (créditos dos últimos 5 anos).</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">O período suspenso corresponde a 141 dias &#8211; de 12 de junho a 30 de outubro de 2020. Na prática, esse prazo deve ser somado ao prazo prescricional de cada processo impactado.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Não é necessário demonstrar dificuldade de acesso à Justiça: a suspensão é automática, decorrendo diretamente da lei.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">A tese é vinculante &#8211; serve de referência obrigatória para todos os processos trabalhistas que envolvam a contagem de prescrição no período da pandemia. Advogados e empresas com ações em andamento devem revisar os cálculos de prescrição à luz dessa orientação.</span></p>
<h2><b>5. Portal GRU JT: emissão de custas trabalhistas muda a partir de 6 de abril de 2026</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O Conselho Superior da Justiça do Trabalho lançou o portal GRU JT, que passa a ser a ferramenta exclusiva para emissão de Guias de Recolhimento da União em processos trabalhistas em todo o território nacional. A mudança é obrigatória desde 6 de abril de 2026, regulamentada pelo Ato TST.GP 158/2026.</span></p>
<h3><b>O que muda operacionalmente</b></h3>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">O boleto bancário foi descontinuado para custas judiciais trabalhistas.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">O pagamento prioritário é via Pix (QR Code ou copia e cola), com baixa imediata no sistema &#8211; o que acelera a tramitação e reduz riscos com prazos fatais.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Pagamento via cartão de crédito também é aceito, inclusive parcelado &#8211; mas com incidência de juros.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Para guias judiciais, é obrigatório informar o número do processo no formato padrão PJe.</span></li>
</ul>
<p><b>Risco de deserção: </b><span style="font-weight: 400;">erros no preenchimento ou o uso de plataformas antigas podem comprometer a comprovação do preparo recursal. A precisão no uso do novo portal é determinante para a admissibilidade dos recursos.</span></p>
<p><b>Onde emitir: </b><a href="http://gru.jt.jus.br"><i><span style="font-weight: 400;">gru.jt.jus.br</span></i></a></p>
<p><b>Passo a Passo para Emissão</b></p>
<p>&nbsp;</p>
<ol>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Unidade Gestora e Serviço:</b><span style="font-weight: 400;"> Selecione o Tribunal correspondente e o serviço desejado.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Identificação:</b><span style="font-weight: 400;"> Insira o CPF ou CNPJ (o sistema realiza validação automática).</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Guias Judiciais:</b><span style="font-weight: 400;"> É indispensável informar o número do processo no </span><b>formato padrão PJe</b><span style="font-weight: 400;">.</span></li>
</ol>
<p><b>Compliance trabalhista em 2026: não é detalhe, é estratégia</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As mudanças de 2026 criam obrigações novas, ampliam direitos consolidados e modernizam o processo trabalhista. Empresas que se antecipam reduzem riscos, evitam passivos e constroem relações de trabalho mais sólidas.</span></p>
<p><b>O que fazer agora:</b></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Revise políticas internas de saúde e licenças à luz das Leis 15.377 e 15.371/2026.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Atualize acordos coletivos e contratos de prestação de serviços temporários.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Capacite RH e gestores sobre as novas regras de ausência justificada e estabilidade gestacional.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Revise cálculos de prescrição em ações trabalhistas que abranjam o período da pandemia.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Treine a equipe jurídica para uso exclusivo do portal GRU JT na emissão de custas.</span></li>
</ul>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Ficou com dúvidas sobre como essas mudanças afetam a sua empresa? O time de Direito do Trabalho da CSK Advogados está à disposição para uma análise personalizada.</span></i></p>
<p><b>Marcos Harutoshi Horiguti Junior</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Advogado | Direito do Trabalho</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">CSK Advogados &#8211; Av. Paulista, 1499 | São Paulo/SP</span></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Multa administrativa reduzida em 98%: o que esse caso do MPMG ensina sobre defesa estratégica</title>
		<link>https://cskadvogados.com.br/multa-administrativa-reduzida-em-98-o-que-esse-caso-do-mpmg-ensina-sobre-defesa-estrategica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Mar 2026 17:13:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Jurídico]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Como uma argumentação técnica bem estruturada transformou uma autuação de R$ 300 mil em R$ 3,8 mil Receber uma multa administrativa de R$ 300 mil é, para a maioria das empresas, uma situação de crise imediata. A reação mais comum? Pagar, negociar um parcelamento e seguir em frente. O problema é que essa resposta, muitas&#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><i><span style="font-weight: 400;">Como uma argumentação técnica bem estruturada transformou uma autuação de R$ 300 mil em R$ 3,8 mil</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Receber uma multa administrativa de R$ 300 mil é, para a maioria das empresas, uma situação de crise imediata. A reação mais comum? Pagar, negociar um parcelamento e seguir em frente. O problema é que essa resposta, muitas vezes, deixa dinheiro &#8211; e direitos &#8211; na mesa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em recente julgamento de recurso administrativo no Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o CSK Advogados obteve a redução de uma multa de R$ 300.047,34 para R$ 3.863,31. Uma diferença de mais de 98%. O caso é um exemplo direto do que uma defesa técnica e estratégica pode representar para o resultado financeiro e operacional de uma empresa.</span></p>
<h2><b>O que aconteceu</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A empresa foi autuada pelo MPMG e submetida ao pagamento de uma multa cujo valor inicial superava R$ 300 mil. Ao analisar o caso, a equipe do CSK identificou inconsistências na dosimetria da sanção &#8211; ou seja, na forma como o valor da multa foi calculado &#8211; e apresentou recurso administrativo com base em quatro argumentos centrais.</span></p>
<h2><b>Os argumentos que fizeram a diferença</b></h2>
<p><b>Recálculo com base na vantagem real auferida</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O primeiro ponto atacado foi a base de cálculo da multa. A legislação que rege sanções administrativas exige que o valor seja proporcional à vantagem obtida pelo infrator. No caso, o valor aplicado originalmente não refletia a real dimensão dessa vantagem &#8211; e esse descompasso foi demonstrado de forma objetiva no recurso.</span></p>
<p><b>Análise da capacidade econômica sob recorte regional</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A condição econômica do autuado é um critério legal na dosimetria de sanções administrativas. A defesa apresentou essa análise com foco no contexto regional de Minas Gerais, evitando que a empresa fosse avaliada com parâmetros inadequados à sua realidade de mercado.</span></p>
<p><b>Aplicação da atenuante de primariedade</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A ausência de histórico de infrações anteriores &#8211; a chamada primariedade &#8211; é reconhecida como circunstância atenuante em processos administrativos. Esse argumento, devidamente documentado e fundamentado, foi acolhido pelo órgão julgador.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Afastamento da agravante de dano coletivo</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse foi um dos pontos mais técnicos da defesa. O MPMG havia aplicado como agravante a existência de dano coletivo. A equipe do CSK argumentou, com sucesso, que essa circunstância já é pressuposto da própria competência do Ministério Público &#8211; ou seja, já está embutida na razão de ser da atuação do órgão e não pode ser utilizada como fator adicional de agravamento da pena.</span></p>
<h2><b>O que esse caso revela sobre processos administrativos</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A maioria das empresas trata processos administrativos como um custo inevitável. O recurso é visto como formalidade, e a multa, como preço a pagar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse caso mostra o oposto: uma autuação administrativa é, antes de tudo, um ato jurídico sujeito a revisão. A dosimetria da sanção segue critérios legais que, se não aplicados corretamente pelo órgão autuador, podem e devem ser contestados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O acompanhamento especializado não é opcional para empresas que querem se proteger de passivos desnecessários. É parte da gestão de risco.</span></p>
<h2><b>Conclusão</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma redução de R$ 300 mil para R$ 3,8 mil não é um acidente jurídico. É o resultado de análise criteriosa, argumentação técnica e conhecimento do funcionamento dos órgãos reguladores e administrativos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se sua empresa recebeu uma autuação ou está enfrentando um processo administrativo, o momento de agir é antes da multa se tornar definitiva.</span></p>
<p><b>Entre em contato com o CSK Advogados</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Avalie com nossa equipe as possibilidades de defesa no seu caso.</span></p>
<p><b>Thaís Costa | Advogada</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Atuação técnica e estratégica na defesa dos interesses dos nossos clientes.</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Av. Paulista, 1499 &#8211; São Paulo/SP</span></p>
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			</item>
		<item>
		<title>STJ afasta ressarcimento ao erário com base em dano presumido em Ação Popular</title>
		<link>https://cskadvogados.com.br/stj-afasta-ressarcimento-ao-erario-com-base-em-dano-presumido-em-acao-popular/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Mar 2026 17:43:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Jurídico]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://cskadvogados.com.br/?p=19546</guid>

					<description><![CDATA[<p>Em recente decisão, a Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) consolidou o entendimento de que não é possível condenação ao ressarcimento ao erário com base em dano presumido em Ação Popular. Segundo o STJ, a responsabilização exige demonstração concreta de prejuízo financeiro, com indicação do nexo causal e da efetiva lesividade ao patrimônio&#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h5><span style="font-weight: 400;">Em recente decisão, a Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) consolidou o entendimento de que não é possível condenação ao ressarcimento ao erário com base em dano presumido em Ação Popular. Segundo o STJ, a responsabilização exige demonstração concreta de prejuízo financeiro, com indicação do nexo causal e da efetiva lesividade ao patrimônio público.</span></h5>
<h5><span style="font-weight: 400;">A decisão foi proferida no REsp 1.773.335, sob relatoria do Ministro Afrânio Vilela, que reformou decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). O TJSP havia reconhecido a nulidade de contratos firmados pela São Paulo Transporte S.A. (SPTrans) com empresas privadas, e entendido que o prejuízo ao erário seria presumido, pois eventual licitação poderia resultar em proposta mais vantajosa.</span></h5>
<h5><span style="font-weight: 400;">Em sua argumentação, o STJ destacou que a reforma promovida pela Lei de Licitações (14.230/2021) e pela Lei de Improbidade Administrativa (8.429/1992) passou a exigir, de forma cumulativa, a comprovação de dolo específico, nexo de causalidade e dano efetivo e mensurável, afastando expressamente a lógica da presunção de prejuízo. A decisão reforça que a mera irregularidade administrativa não basta para justificar condenação pecuniária, sendo indispensável a demonstração objetiva da lesão concreta ao patrimônio público.</span></h5>
<h5><span style="font-weight: 400;">O precedente reforça a importância de uma atuação técnica e estratégica em demandas que envolvem responsabilização por atos administrativos, evidenciando como uma assessoria jurídica especializada se torna cada vez mais relevante em cenários de maior complexidade e controle.</span></h5>
<h5></h5>
<h5><span style="font-weight: 400;">Francisca Raili Santos.</span></h5>
<h5><span style="font-weight: 400;">Especialista em Direito Administrativo.</span></h5>
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			</item>
		<item>
		<title>Câmara aprova Projeto de Lei do Devedor Contumaz</title>
		<link>https://cskadvogados.com.br/camara-aprova-projeto-de-lei-do-devedor-contumaz/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Dec 2025 17:47:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Jurídico]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://cskadvogados.com.br/?p=19474</guid>

					<description><![CDATA[<p>A Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei Complementar (PLP) 125/2022. O texto institui regras rígidas para combater o chamado &#8220;devedor contumaz&#8221; e cria programas de incentivo à conformidade fiscal. Confira os principais pontos do texto aprovado: 📌 Quem é o Devedor Contumaz? Para ser enquadrado na esfera federal, o contribuinte deve preencher requisitos&#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="p1">A Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei Complementar (PLP) 125/2022. O texto institui regras rígidas para combater o chamado &#8220;devedor contumaz&#8221; e cria programas de incentivo à conformidade fiscal.</p>
<p class="p2"><b>Confira os principais pontos do texto aprovado:</b></p>
<p class="p2"><span class="s1">📌</span><b> Quem é o Devedor Contumaz? </b></p>
<p class="p2">Para ser enquadrado na esfera federal, o contribuinte deve preencher requisitos cumulativos: • Dívida total igual ou superior a R$ 15 milhões; • Valor que supere 100% do patrimônio conhecido; • Inadimplência reiterada (4 períodos consecutivos ou 6 alternados em 12 meses); • Conduta dolosa e injustificada.<b> </b><b><i>(Estados e Municípios têm 1 ano para definir limites próprios; caso contrário, aplica-se a regra federal).</i></b><b><i></i></b></p>
<p class="p2"><span class="s1">📌</span><b> Defesa e Exclusões (O que não conta):</b></p>
<p class="p2"><b> </b>Antes da sanção, haverá Processo Administrativo com 30 dias para defesa. Pontos cruciais que afastam a classificação: • Voto de Qualidade no CARF: Dívidas decididas pelo desempate a favor do Fisco não entram no cálculo do limite de R$ 15 milhões (se houver capacidade de pagamento); • Débitos Suspensos: Dívidas com exigibilidade suspensa ou garantidas não contam; • Justificativas Aceitas: Calamidade pública ou resultado financeiro negativo no exercício (prejuízo real sem fraude); • Boa-fé: Comprovação de que não houve distribuição de lucros ou dividendos durante o período de dívida.</p>
<p class="p2"><span class="s1">📌</span><b> Punições Severas:</b></p>
<p class="p2">Uma vez classificado como contumaz, o contribuinte sofrerá: • Perda de benefícios fiscais e regimes especiais; • Proibição de participar de licitações com o Poder Público; • Vedação ao pedido de Recuperação Judicial; • Possível declaração de inaptidão do CNPJ.</p>
<p class="p2"><span class="s1">📌</span><b> O &#8220;Devedor Profissional&#8221;: </b>A lei fecha o cerco contra &#8220;laranjas&#8221;. Será considerado devedor profissional quem for parte relacionada a empresas declaradas inaptas ou que fecharam nos últimos 5 anos com dívidas tributárias relevantes.</p>
<p class="p1"><span class="s1">📌</span><b> Bônus ao Bom Pagador: </b>O projeto institui o Código de Defesa do Contribuinte e programas de conformidade (Confia, Sintonia, OEA), oferecendo descontos na CSLL e prioridade em atendimentos para quem mantém a regularidade.</p>
<p class="p2"><b>Equipe de Direito Tributário CSK</b></p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Novas Teses Vinculantes do TST: o que muda na Justiça do Trabalho e como isso afeta empresas e trabalhadores</title>
		<link>https://cskadvogados.com.br/novas-teses-vinculantes-do-tst-o-que-muda-na-justica-do-trabalho-e-como-isso-afeta-empresas-e-trabalhadores/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Oct 2025 18:48:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Jurídico]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://cskadvogados.com.br/?p=18859</guid>

					<description><![CDATA[<p>Recentemente, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) consolidou 69 novas teses jurídicas de aplicação obrigatória em todo o país. Essas decisões fazem parte do procedimento de reafirmação de jurisprudência, que serve para confirmar entendimentos já pacificados e eliminar divergências entre as diferentes Turmas do Tribunal. Na prática, isso significa que juízes e tribunais trabalhistas deverão&#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h5><span style="font-weight: 400;">Recentemente, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) consolidou 69 novas teses jurídicas de aplicação obrigatória em todo o país. Essas decisões fazem parte do procedimento de reafirmação de jurisprudência, que serve para confirmar entendimentos já pacificados e eliminar divergências entre as diferentes Turmas do Tribunal.</span></h5>
<h5><span style="font-weight: 400;">Na prática, isso significa que juízes e tribunais trabalhistas deverão seguir essas orientações sempre que julgarem casos semelhantes, trazendo mais segurança jurídica e uniformidade às decisões.</span></h5>
<h5><span style="font-weight: 400;">Embora a lista seja extensa, alguns pontos merecem atenção especial, pois podem impactar diretamente a rotina de empresas e empregados:</span></h5>
<h5><b>Tema 220 – Plano de saúde:</b><span style="font-weight: 400;"> O trabalhador afastado por auxílio-doença acidentário ou aposentadoria por invalidez mantém o direito ao plano de saúde da empresa, nas mesmas condições que tinha antes do afastamento.</span></h5>
<h5><b>Tema 227 – Aviso-prévio:</b><span style="font-weight: 400;"> Mesmo que o empregado queira deixar de cumprir o aviso-prévio, o empregador continua obrigado a pagar o valor correspondente, salvo se o trabalhador já tiver comprovadamente conseguido outro emprego.</span></h5>
<h5><b>Tema 231 – Insalubridade:</b><span style="font-weight: 400;"> A realização de perícia técnica continua sendo a regra para comprovar atividades insalubres. Apenas em situações excepcionais, como o fechamento da empresa, outros meios de prova podem ser utilizados.</span></h5>
<h5><b>Tema 232 – Vale-transporte:</b><span style="font-weight: 400;"> Cabe ao empregador provar que o empregado não tem direito ou informou que não desejava usar o benefício do vale-transporte.</span></h5>
<h5><b>Tema 234 – Gorjetas:</b><span style="font-weight: 400;"> As gorjetas fazem parte da remuneração do trabalhador, mas não entram no cálculo de verbas como aviso-prévio, adicional noturno e horas extras.</span></h5>
<h5><b>Tema 236 – Férias proporcionais:</b><span style="font-weight: 400;"> Mesmo quem pede demissão antes de completar 12 meses de trabalho tem direito a receber férias proporcionais.</span></h5>
<h5><b>Tema 239 – Horas extras:</b><span style="font-weight: 400;"> Se ficar comprovado que o trabalhador fazia horas extras de forma habitual, a decisão judicial pode abranger períodos além daqueles diretamente comprovados nos autos.</span></h5>
<h5><b>Tema 240 – Anotações na CTPS:</b><span style="font-weight: 400;"> As anotações na Carteira de Trabalho valem como prova, mas de forma relativa, ou seja, podem ser contestadas por outras evidências apresentadas no processo.</span></h5>
<h5><b>Tema 271 – Preparo recursal:</b><span style="font-weight: 400;"> Se o recurso for apresentado sem nenhuma comprovação do pagamento de custas ou depósito recursal, não haverá prazo extra para regularizar: o recurso será considerado inválido.</span></h5>
<h5><b>Tema 272 – Abono pecuniário (venda de férias):</b><span style="font-weight: 400;"> Cabe ao empregador comprovar que o empregado optou por converter parte das férias em abono pecuniário.</span></h5>
<h5><b>Tema 273 – FGTS:</b><span style="font-weight: 400;"> É obrigação do empregador (e não do empregado) provar que todos os depósitos de FGTS foram feitos corretamente.</span></h5>
<h5><b>Tema 279 – Estabilidade e ação judicial:</b><span style="font-weight: 400;"> Mesmo que a ação trabalhista seja ajuizada após o término do período de estabilidade, isso não impede o direito à indenização referente ao período garantido, não sendo considerado como ato de má-fé.</span></h5>
<h5><b>Tema 281 – Estabilidade de membros da CIPA:</b><span style="font-weight: 400;"> A estabilidade só existe enquanto o estabelecimento estiver em funcionamento. Se a empresa fechar, não há reintegração nem indenização.</span></h5>
<h5><b>Tema 283 – Recuperação judicial:</b><span style="font-weight: 400;"> O fato de a empresa estar em recuperação judicial não significa, por si só, que ela não possa arcar com despesas; por isso, não garante automaticamente a gratuidade de justiça.</span></h5>
<h5><b>Tema 286 – Documentos na fase recursal:</b><span style="font-weight: 400;"> Novos documentos só podem ser apresentados em recurso se houver justificativa válida para não terem sido entregues antes, ou se tratar de fatos ocorridos após a sentença.</span></h5>
<h5><b>Tema 287 – Prazo prescricional:</b><span style="font-weight: 400;"> O prazo para reclamar na Justiça começa a contar do fim do último contrato de trabalho, mesmo quando o empregado trabalhou em períodos descontínuos para o mesmo empregador.</span></h5>
<h5><b>Tema 288 – Adicional noturno:</b><span style="font-weight: 400;"> O adicional noturno deve ser considerado no cálculo das horas extras prestadas no período noturno.</span></h5>
<h5><b>Tema 304 – Honorários advocatícios:</b><span style="font-weight: 400;"> Mesmo quando o processo é encerrado sem julgamento do mérito, pode haver condenação em honorários advocatícios.</span></h5>
<h5><b>Tema 305 – Intimação de advogados:</b><span style="font-weight: 400;"> Se houver pedido expresso para que intimações sejam feitas exclusivamente em nome de um advogado específico, a publicação em nome de outro pode ser considerada nula — exceto se não houver prejuízo.</span></h5>
<h5><b>Tema 307 – Testemunha suspeita:</b><span style="font-weight: 400;"> O fato de a testemunha ocupar cargo de gerência ou confiança não a torna automaticamente suspeita; só será afastada se demonstrada falta de imparcialidade ou poderes equivalentes aos do empregador.</span></h5>
<h5><b>Tema 308 – Cargo de confiança:</b><span style="font-weight: 400;"> Empregados em cargos de confiança que trabalhem em dias destinados ao repouso têm direito ao pagamento em dobro desses dias, caso não haja compensação com folga.</span></h5>
<h5><b>Tema 310 – Acordo sem vínculo de emprego:</b><span style="font-weight: 400;"> Nos acordos judiciais em que não se reconhece vínculo empregatício, ainda assim devem ser recolhidas contribuições previdenciárias: 20% pelo tomador de serviços e 11% pelo prestador, dentro dos limites legais.</span></h5>
<h5><span style="font-weight: 400;">Com a fixação dessas teses, empregadores e trabalhadores passam a ter maior clareza sobre quais direitos e obrigações devem ser observados em situações específicas. Para as empresas, isso significa a possibilidade de adotar condutas preventivas mais eficazes, reduzindo riscos. Para os empregados, representa maior previsibilidade em relação ao reconhecimento de seus direitos.</span></h5>
<h5><span style="font-weight: 400;">A decisão do TST reforça a importância de acompanhamento jurídico constante, especialmente diante de mudanças que impactam diretamente na gestão de contratos de trabalho, benefícios e obrigações legais.</span></h5>
<h5><span style="font-weight: 400;">Para mais informações, acesse a </span><a href="https://www.tst.jus.br/nugep-sp/recursos-repetitivos/tabela-completa"><span style="font-weight: 400;">tabela completa</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></h5>
<h5></h5>
<h5><b>Equipe de Direito do Trabalho </b></h5>
<h5><b>CSK Advogados </b></h5>
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		<title>Consensualidade nos acordos tributários, mito ou realidade?</title>
		<link>https://cskadvogados.com.br/consensualidade-nos-acordos-tributarios-mito-ou-realidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Oct 2025 18:20:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cases]]></category>
		<category><![CDATA[Jurídico]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nas últimas décadas, o sistema jurídico-tributário brasileiro passou por significativas transformações, especialmente no que diz respeito à relação entre o Estado e o contribuinte. Uma dessas mudanças mais relevantes é a tentativa do Estado em fortalecer a consensualidade nas relações entre os contribuintes e o Fisco, especialmente por meio dos instrumentos de transação tributária. Historicamente,&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h5><span style="font-weight: 400;">Nas últimas décadas, o sistema jurídico-tributário brasileiro passou por significativas transformações, especialmente no que diz respeito à relação entre o Estado e o contribuinte. Uma dessas mudanças mais relevantes é a tentativa do Estado em fortalecer a consensualidade nas relações entre os contribuintes e o Fisco, especialmente por meio dos instrumentos de transação tributária.</span></h5>
<h5><span style="font-weight: 400;">Historicamente, o modelo tributário brasileiro sempre foi marcado por uma postura essencialmente engessada e burocrática por parte do Estado, o que resultou em uma cultura de litígios, que acabou por gerar um sistema judiciário sobrecarregado. A falta de alternativas efetivas à judicialização gera insegurança jurídica tanto para os contribuintes quanto para a administração tributária, além de excessivos gastos para toda a sociedade.</span></h5>
<h5><span style="font-weight: 400;">Nesse contexto, surgiu a necessidade de se adotar mecanismos mais flexíveis e colaborativos, alinhados aos princípios da eficiência, economicidade e razoabilidade. Por consequência, foram editadas uma série de normas que criaram e viabilizaram a possibilidade de os contribuintes proporem diferentes tipos de transação tributária, como, por exemplo a </span><a href="https://www.google.com/search?sca_esv=6b419d715691fe69&amp;cs=0&amp;q=Portaria+PGFN+n%C2%BA+6.757%2F2022&amp;sa=X&amp;ved=2ahUKEwiasdf2_NqPAxV6l5UCHZQaNx4QxccNegQIAhAB&amp;mstk=AUtExfCQPdb_8XS6iCe5Rn_HRGExOdXZu-dblxXpr8qUhG9Q3Vb0ZKs_Zn_ezNdYEdAIJnOCFl16oAndoTSndLd1qLa6DKVv1RuSzxpGCFEQMdbVw4qyh36XD5p08lnO0QCgYxQ&amp;csui=3"><span style="font-weight: 400;">Portaria PGFN nº 6.757/2022</span></a><span style="font-weight: 400;"> que criou as propostas de transação tributária individual, revisão da capacidade de pagamento, entre outras.</span></h5>
<h5><span style="font-weight: 400;">Esse marco normativo representaria uma guinada importante em direção à consensualidade e à desjudicialização dos conflitos tributários, aproximando-se de modelos já adotados em outras jurisdições mais avançadas em matéria de administração fiscal.</span></h5>
<h5><span style="font-weight: 400;">No entanto, apesar desse cenário idílico projetado pelas falas dos integrantes do Fisco e pelo que se é exposto nas inovadoras legislações, a realidade se mostra bem diferente. </span></h5>
<h5><span style="font-weight: 400;">O que se constata “na prática” é que as autoridades ainda apresentam um engessamento muito grande para viabilizar a utilização desses novos instrumentos, são criadas barreiras inesperadas, como, por exemplo, mas não se limitando a, demora desmedida na análise de seus pedidos administrativos e inobservância dos preceitos legais com a imposição de requisitos formais inexistentes.</span></h5>
<h5><span style="font-weight: 400;">Diante disso, apesar da transação tributária representar um instrumento jurídico que representaria uma mudança cultural na relação entre Fisco e contribuinte, ao promover o diálogo, a confiança e a cooperação, a consensualidade, os representantes do Fisco ainda se prendem em antigas amarras que podem ferir de morte o intuito desse inovador instrumento.</span></h5>
<h5><span style="font-weight: 400;">A consequência desse cenário não poderia ser outra, senão a necessidade de se socorrer ao Poder Judiciário. Logo, contribuintes que se viram lesados pela demora exacerbada dos procedimentos para celebração dos acordos e/ou imposição de requisitos alheios à legislação, têm buscado no Judiciário meios para fazer valer o tão propagado discurso de consensualidade. E, assim, não pode colocar uma pá de cal na litigiosidade.</span></h5>
<h5></h5>
<h5><b>Equipe de Direito Tributário CSK</b></h5>
<h5></h5>
<h5><b>Referências:</b></h5>
<h5><a href="https://www.jota.info/tributos/pgfn-defende-ajustes-em-regras-de-contencioso-para-diminuir-potenciais-litigios"><span style="font-weight: 400;">https://www.jota.info/tributos/pgfn-defende-ajustes-em-regras-de-contencioso-para-diminuir-potenciais-litigios</span></a><span style="font-weight: 400;"> </span></h5>
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		<title>Netflix X Procon</title>
		<link>https://cskadvogados.com.br/netflix-x-procon/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Oct 2025 18:17:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Jurídico]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Netflix discute judicialmente, perante o TJSP, a manutenção da multa administrativa de R$ 12,5 milhões aplicada pelo Procon em razão de práticas consideradas abusivas. Segundo o órgão, a penalidade decorreu de um conjunto de condutas lesivas aos consumidores, destacando-se a mais perceptível: a alteração da política de compartilhamento de senhas da plataforma, que resultou&#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h5><span style="font-weight: 400;">A Netflix discute judicialmente, perante o TJSP, a manutenção da multa administrativa de R$ 12,5 milhões aplicada pelo Procon em razão de práticas consideradas abusivas.</span></h5>
<h5><span style="font-weight: 400;">Segundo o órgão, a penalidade decorreu de um conjunto de condutas lesivas aos consumidores, destacando-se a mais perceptível: a alteração da política de compartilhamento de senhas da plataforma, que resultou na restrição de seu uso mediante a criação da chamada “residência Netflix”.</span></h5>
<h5><span style="font-weight: 400;">Para integrar a mesma residência, é necessário compartilhar o mesmo sinal de Wi-Fi e estar no mesmo local, o que restringe – e, em alguns casos, impede – os assinantes de utilizarem a plataforma em outros endereços onde residem, bem como durante viagens ou deslocamentos, por meio de seus aparelhos celulares.</span></h5>
<h5><span style="font-weight: 400;">Na visão do Procon, a ausência de comunicação clara aos consumidores sobre mudanças tão significativas configura prática abusiva, por violar o dever de informação e gerar vantagem excessiva à Netflix.</span></h5>
<h5><span style="font-weight: 400;">O processo ainda está em fase inicial. A decisão que atraiu maior atenção até o momento foi proferida em sede liminar, cujo pedido foi negado pelo juízo. Em outras palavras, a Netflix perdeu sua primeira batalha, mas a disputa judicial está apenas começando.</span></h5>
<h5></h5>
<h5><b>Referências:</b></h5>
<h5><a href="https://www.mpmg.mp.br/portal/menu/comunicacao/noticias/procon-mg-multa-netflix-por-clausulas-contratuais-e-termos-de-privacidade-abusivos.shtml"><span style="font-weight: 400;">https://www.mpmg.mp.br/portal/menu/comunicacao/noticias/procon-mg-multa-netflix-por-clausulas-contratuais-e-termos-de-privacidade-abusivos.shtml</span></a></h5>
<h5><a href="https://exame.com/invest/minhas-financas/justica-mantem-multa-de-r-125-milhoes-a-netflix-por-proibicao-de-compartilhamento-de-senhas/"><span style="font-weight: 400;">https://exame.com/invest/minhas-financas/justica-mantem-multa-de-r-125-milhoes-a-netflix-por-proibicao-de-compartilhamento-de-senhas/</span></a></h5>
<h5><a href="https://veja.abril.com.br/coluna/tela-plana/netflix-perde-disputa-contra-o-procon-por-proibir-senhas-compartilhadas/"><span style="font-weight: 400;">https://veja.abril.com.br/coluna/tela-plana/netflix-perde-disputa-contra-o-procon-por-proibir-senhas-compartilhadas/</span></a></h5>
<h5><a href="https://rollingstone.com.br/entretenimento/a-nova-derrota-da-netflix-contra-o-procon-de-sao-paulo/"><span style="font-weight: 400;">https://rollingstone.com.br/entretenimento/a-nova-derrota-da-netflix-contra-o-procon-de-sao-paulo/</span></a></h5>
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